Ataques variáveis

Muitos pacientes com enxaqueca apresentam ataques que variam em gravidade, tempo de início e associação com vômitos e náuseas. Esses pacientes podem necessitar de duas ou mais opções para o auto tratamento da enxaqueca aguda, incluindo medicamentos orais para crises leves a moderadas e medicamentos não orais (por exemplo, triptanos subcutâneos ou nasais) para crises mais graves ou aquelas associadas a vômitos ou náuseas graves.

tratamentos para enxaqueca com aura

Ambientes de emergência  –  Pacientes que apresentam enxaqueca em ambientes de emergência geralmente apresentam ataques incomumente graves e, em muitos casos, o tratamento habitual para enxaqueca aguda não proporcionou alívio. O tratamento de crises de enxaqueca no pronto-socorro ou em outros ambientes de atendimento de urgência segue os mesmos princípios do tratamento em ambientes não urgentes descritos acima (ver ‘Ataques leves’ acima e ‘Ataques moderados a graves’ acima), com a diferença óbvia de que os medicamentos parenterais são mais facilmente disponíveis. A seguir estão opções razoáveis, com evidências de eficácia de ensaios randomizados:

Injeção subcutânea de 6 mg de sumatriptano (ver ‘Triptanos’ abaixo)

Bloqueadores dos receptores de dopamina antieméticos (ver ‘Antieméticos’ abaixo):

Proclorperazina 10 mg intravenosa (IV) ou intramuscular (IM);

Metoclopramida 10 mg IV;

Clorpromazina 0,1 mg/kg (ou 12,5 mg) em dose única em infusão intravenosa lenta (taxa máxima de 1 mg/minuto); dose cumulativa máxima 25 mg;

Diidroergotamina (1 mg IV) combinada com metoclopramida (10 mg IV) (ver ‘Diidroergotamina’ abaixo).